Despassarando...

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Multipla Escolha...

OLÁ!!!! BOM 2010!!!!

Vou partilhar algo que não e´da minha autoria... mas não sei porquê, acho isto uma boa ideia... Vou passar a falar com o Pascoal e a dar-lhe sempre multiplas escolhas. Acho brilhante que se possa dar várias hipoteses e ter sempre um plano "B", caso o "A" não esteja á NOSSA ALTURA!!!

Queridinha Filipa Alexandra, tens um grande futuro, queres ser minha amiga????

Tenho que arranjar um diminutivo tão brilhante como tu... que tal Lixandra???

Cá vai (Porque não me lembrei eu disto?):


Bêba da Costa



sexta-feira, 24 de julho de 2009

VIVER DESPENTEADA

Aprendi que é preciso deixar que a vida te despenteie, por isso decidi aproveitar a vida com mais intensidade...
O mundo é louco, definitivamente louco: O que é saboroso, engorda; O que é bonito, é caro; O sol que nos ilumina a cara faz rugas.
E o que é realmente bom nesta vida, despenteia-nos...




- Fazer amor, despenteia-nos.
- Rir às gargalhadas, despenteia-nos.
- Viajar, voar, correr, mergulhar no mar, despenteia-nos.
- Tirar a roupa, despenteia-nos.
- Beijar a pessoa amada, despenteia-nos.
- Brincar, despenteia-nos.
- Cantar até ficar sem ar, despenteia-nos
- Dançar até duvidar se foi boa ideia calçar aqueles sapatos de saltos gigantes para sair á noite noite, deixa-nos com o cabelo irreconhecível...



É a lei da vida: sempre se despenteia mais quem decide ir no primeiro carrinho da montanha russa, que quem que decide não subir… Pode ser que me sinta tentada a ser uma mulher impecável, bem arranjada por dentro e por fora.

Os anúncios desta vida exigem sempre uma boa aparência: Cabelo arranjado, põem, tira compra, corre, emagrece, come comida saudável, andar com as costas direitas, mantém-te séria… E até talvez devêssemos seguir estas instruções mas… quando é que me vão ordenar que seja feliz?

Por acaso já nos demos conta que para ficarmos bonitas, temos que nos sentir bonitas?!

Mas aquilo que realmente devia interessar é que ao olharmos o espelho víssemos quem devemos ser.

Assim, a minha recomendação a toda as mulheres é:


Entreguem-se, sintam, beijem muito, Abracem muito, dancem, apaixonem-se, relaxem, viajem, pulem, vão para a cama tarde, acordem cedo, corram, voem, cantem, arranjem-se para ficar lindas, arranjem-se para ficar confortáveis, , comam coisas boas, admirem a paisagem, aproveitem… e acima de tudo, deixem que a vida vos despenteie!!!!

(O pior que pode acontecer é que, ao rires frente ao espelho, tenhas que te pentear de novo...)



autor/a desconhecido/a Partilhado por Sushi Queimado

quinta-feira, 23 de julho de 2009

PRIMEIRO AMOR

Temos uma jovem amiguinha verdadeiramente apaixonada pela primeira vez… á luz dos seus 20 aninhos e da descoberta, da vontade de seguir em frente e poder fazê-lo… as dúvidas do certo, do errado… a vida que se lhe apresenta neste momento tão bonita, tão clara e tão feliz.

Já não me lembrava qual a sensação de ter esta idade e de sentir aquele arrebatamento, aquela sensação. Mas, felizmente, ela confia-me tudo o que está a sentir e é maravilhoso poder lembrar que lá atrás ao nosso arquivo também já passamos por isso… e acabar a sentir saudades desses momentos, desses dias, desse primeiro amor…

Normalmente o primeiro amor acontece no Verão quando os jovens estão mais libertos das suas ocupações escolares e estão a desfrutar o descanso, o sol, a praia e uns aos outros… no meio de tudo isto aparece de repente, aquele(a) que os desperta, os faz sentir coisas boas física e psicologicamente.

Todos temos aquelas lembranças inesquecíveis como o primeiro beijo ou o primeiro namorado… mas o primeiro amor, e quando é recíproco e partilhado é ainda mais fabuloso, é aquele que fica lá … … naquele cantinho tão especial, mesmo que ele passe, que não seja ele(a) aquele(a) com que vamos envelhecer…

Mas um dia, chega-se á minha idade e ouve-se com ternura, saudade e emoção alguém relatar essa sensação conhecida de felicidade… e que dizer a alguém que nos falar sobre isto que não seja: “Minha querida, vive esse amor, desfruta-o, usufrui-o, torna-o memorável… ele vai ficar para sempre num local muito lindo do teu coração”?!...

Quantos de nós ficou com o seu primeiro amor??? E quanto de nós o esqueceu? E para quantos de nós não foi um amor feliz?

Mesmo que tenha passado porque teve que passar; porque não era aquele; porque tivemos que conhecer outras pessoas para ter a certeza que estávamos no caminho certo; porque sim, quanto de nós não sorri quando o lembra?

Não é só o sentimento em si, é tudo aquilo que o acompanha, é inevitável… é arrebatador… é bonito… é memorável…

Passa, mas não passa… Fica ali a fazer-nos sorrir quando nos lembramos dele.


Branca

sexta-feira, 3 de julho de 2009

HORMONAS PARA QUE VOS QUERO

Ás vezes “elas” ficam umas “gandas malucas”… Tão malucas que costumo dizer que “naquelas alturas” do mês, fico com a hormonas ao saltos! (E que saltos)…

Um dia destes estava eu acabadinha de sair do ginásio com o cabelo ainda molhado e cheia de boas energias e estava já a fazer a manobra de retirada do meu carro do lugar de estacionamento, ali mesmo em frente do ginásio e… ele passou MESMO á frente para atravessar a rua.
- “Uau, que giro!!!” – Disseram elas.
- “Quem????” – perguntei eu “Uau que giro…?! Quem disse isto???”

E ele, alto, moreno, musculado e com tatuagens nos braços… desnudos… por baixo de um colete (da TV por CABO!!!) atravessa a rua… e (quando dei por mim), ali estava ele a “fazer uma ligação directa” ás minha hormonas e a ajudar-me a fazer a manobra!!!!

Bom, a bem dizer o meu carro (e eu) estávamos numa situação complicada para fazer “a manobra”… estávamos entaladíssimos entre uma carrinha e um jipe!!! (Uuuuuuuh… que sorte!!!!)

Não sei como (mesmo desconcentrada) e a olhar para o lado errado da manobra, consegui á primeira (A manobra, claro!) e também foi á primeira que as parvas das minha hormonas não paravam de dar saltos: “Uau!!! Que giro!!! Que giro!!!... Pá!!! Vai lá!!!... Mexe-te!... Estás á espera de quê???” e eu: - Ah, e tal porque tenho que sair daqui , estou a empatar o transito… e mais não sei quê…” E foi aqui que vencidas elas aoarentemente desisitiram e todas juntas lhe sorrimos para agradecer…

Olhando pelo retrovisor “elas” voltaram ao ataquem: - “BURRA!!! És mesmo BURRA!!!” – e eu: -“ Como?!... Passa-se alguma coisa?...” e elas: - “Podia ao menos ter parado e saído do carro para agradecer como deve ser, NÃO????!!!!”

quinta-feira, 4 de junho de 2009

CHAMEM A POLÍCIA!

Querer ajudar as pessoas e ser boazinha não é de todo normal nos dias de hoje. Por isso, me considero uma ave rara. É que já é raro encontrar pessoas que são nossas amigas sem segundas intenções, especialmente quando nós somos mulheres e os amigos são homens; especialmente quando os homens não sabem aceitar um "NÃO". Aves mais raras ainda, são os homens que conseguem ser amigos de mulheres sem as quererem colocar na posição horizontal (ou noutras mais rebuscadas, consoante a imaginação de cada um).

A descrição que se segue parece saída de um daqueles documentários americanos de detenções da polícia, mas foi uma situação real que se passou comigo. Após (mais) um "não" que não foi bem aceite por um "pressuposto" amigo, seguiu-se uma chuva de mensagens lamentáveis e telefonemas absurdos da parte do já referido pressuposto amigo alcoolicamente alterado, com direito a perseguição do meu “carrinho-de-bebé”, a ter batido no meu precioso carrinho-de-bebé e a se ter introduzido à força no interior da garagem colectiva do meu prédio.

Perante esta situação, ameaças à minha integridade física e moral, de me ter impedido de entrar no elevador ou subir as escadas na tentativa de fugir ao agressor, lá consegui chamar a polícia.

O prossuposto amigo pôs-se a monte, mas pouco depois da chegada dos agentes da autoridade, resolveu surgir como se não tivesse cometido mal algum, embora continuando a querer agredir-me física e moralmente. À medida que ele se aproximava, eu ía-me colocando por detrás dos 3 agentes, que o tentaram acalmar. Mas em vez de se acalmar, ficou ainda mais alterado e começou a bater nos agentes da autoridade. Não queria acreditar que 3 agentes não chegavam para controlar aquele homem descontrolado, e pouco depois, vejo um dos agentes a pontapear por três vezes a cabeça do agressor.

Escusado será dizer que fiquei em estado de choque perante a situação que presenciava. Óbvio que me senti ameaçada. Óbvio que ele não tinha o direito que fazer o que me fez. Óbvio que ele tinha de perceber que não se faz isto a ninguém, não se bate na autoridade e tinha de ser castigado. Mas será óbvio que a força policial não poderia ter resolvido a situação sem recorrer a tanta violência?

A extremamente stressada,
MARIJOANA

quinta-feira, 14 de maio de 2009

A HISTÓRIA MAIS LINDA DO MUNDO...

Era uma vez um rapaz que pediu uma rapariga em casamento.

A rapariga disse que não.



E foram felizes para sempre...

(COCA)

sábado, 9 de maio de 2009

A NAMORADA DO MEU FILHO...

AIIIIII!!!.. SOCORRO!!!... Estou apavorada, chocada….

Sempre soube que este dia chegaria um dia… mas… nunca pensei quando seria… pensei que seria mais tarde.

Hoje de manhã o meu filho Di saiu de casa para segundo ele: “ír jogar á bola”., claro que não me importei (afinal ele já tem 15 anos) e ele lá foi de mochila todo feliz (mais feliz do que habitual… claro que me “pareceu”, mas não liguei.

Andei toda a manhã na “lida” da casa, e o meu outro filho, o Zé, esteve a tomar conta do irmãozinho mais pequenino e aproveitei para fazer uma faxina mais profunda. Com isto tudo o tempo passou.

Já passava da hora do almoço quando me apercebi que estávamos todos em casa, menos o Di.

Liguei-lhe para o telemóvel, mas não atendeu… passada meia hora estava eu, o irmão e o pai a ligar-lhe para o telemóvel que continuava a tocar sem ser atendido…

Entrámos todos em pânico, o Zé começou a ligar para os amigos do Di, mas todos diziam que depois do jogo, que tinha acabado por volta das 11H, ele tinha saído.

Disse ao pai para ír á polícia, começou logo a passar-me mil coisas pela cabeça: tinha sido raptado, tinha tido um acidente… sei lá!!!

Já histérica e desesperada, pois eram quase 15Horas, desatei a chorar histericamente. E é nesse momento que o Di atende o telefone ao irmão. Tirei-lhe o telefone da mão em alívio misturado com desespero:

“Di!!!... Onde estás, filho???? Que é que te aconteceu???”
Resposta:
“Estou com a minha NAMORADA, dás licença????????... Os pais dela foram passar o fim de semana a Madrid e ela está SOZINHA EM CASA… Que raio é que vos deu para me porem a porcaria do telemóvel a tocar de 5 em 5 segundos????...”

Não sei o que senti com a palavra NAMORADA e com a frase SOZINHA EM CASA… não consegui balbuciar mais nada… nem sei o que lhe respondi… estou CHOCADA…

Agora aqui a escrever este desabafo para vós minhas amigas de sempre posso dizer que estou simultaneamente feliz e triste… tomei consciência do facto que o meu bebé é um homem… terei que o partilhar com outra mulher. Eventualmente ele irá trocar a minha companhia por a dela e eu não sei se estou preparada para iniciar esta fase.

Sempre disse que iria ser diferente da mãe do meu marido (com a qual tenho uma relação estranha), mas neste momento estou assolada de dúvidas:

Será que ela merece o meu menino?
Será que ele gosta tanto dele que o vá fazer feliz?
Será que o vai tratar bem?
Ai, ai, ai… apetece-me contratar alguém para descobrir tudo sobre ela, a idade, a família…
Será normal que eu me sinta assim? … Sinto-me uma sogra…

Acho que estou deprimida... afinal no meio disto tudo apercebi-me que estou a ficar VELHA...

Buba

segunda-feira, 4 de maio de 2009

É MESMO AQUI AO LADO...

Acordar de madrugada?! Sim, mas se for para apanhar um avião que me leve para fora daqui…sim, finalmente fui de FÉRIAS!!! Uma hora e meia de voo e aterras num mundo quase completamente diferente do teu.

Barcelona!
Um olhar: Grandiosa. Cosmopolita. A olhar o mar.
Sensações: Ruídos. Vozes. Cheiros. Ritmo.
Gente!
Muita gente. Uma multidão constante nas ruas. Em TODAS as ruas. Não posso mais… quero uma rua só para mim!

Vozes!
Muitas vozes e muitas línguas. Todas diferentes. “Estes são franceses, aqueles espanhóis, os outros americanos. Serão noruegueses? Si, porque se fossem holandeses, falavam axim…!”

Cheiros!
Os das especiarias ali do meu bairro. O dos árabes, do Barri del Raval. Aquele de onde nos vêm os cheiros mais intensos, sobretudo durante o dia. À noite fecham-se as portas e os cheiros são outros. Os da noite!


Ruídos!
Dos carros, das vozes, dos passos, dos grupos que cantam e dançam e tocam. Dos pássaros, dos galos, dos vendedores. Sim, daqueles que vendem animais vivos. Alguns estão em silêncio, não cantam, nem piam.

Ritmo!
Sempre a cem á hora. No máximo, com pressa, de turbo ligado. Querem chegar depressa, com urgência de ver tudo. Pára! Por favor, precisamos descansar e recobrar forças…por favor! Tenho sede… Vamos, não há tempo a perder, nós damos uma ajuda…ainda temos pés para andar.

Força!
Antes de irmos embora…

Sushi Queimado

quarta-feira, 22 de abril de 2009

PENSAMENTO PRIMAVERIL...

Com o tempo ganhamos peso, porque ao acumular tanta informação na cabeça, quando já não cabe, espalha-se pelo resto do corpo.

Por isso não estamos nada gordas, somos é tremendamente cultas.

A partir de hoje, quando vir o meu rabo ao espelho, pensarei; "Meu Deus, estou cada vez mais inteligente!..."

Coca


segunda-feira, 20 de abril de 2009

MUITO CHIQUE!!! (OU TALVEZ NÃO...)

Queridas Amigas,

Pois é... Como sabem, não me considero exactamente uma seguidora de tendencias de moda... mas sou vaidosa q.b.

Ora estava eu a desfolhar uma revista de "sociedade" e moda e gostei deste "look" (discreto, confortável, feminino... tem um quê de "chique", faria qualquer mulher sentir-se "gira"):


Ai queridas, mas mais á frente na mesma revista, apareceu outra foto que me deixou um bocado céptica em relação á minha escolha:

Bem, pensando melhor acho que a ideia da conjugação das roupas até pode ser interessante, desde não o usem com boné, sabrinas e mala pessidónia, tá???? (Acho que foi isso que estragou o "look" todo... foi, não foi?????)

Vossa amiga (Very Fashion)

Bêba da Costa



quinta-feira, 28 de agosto de 2008

AS BEBEDEIRAS...

Pois foi… fui sair com os meus amigos... uma noitinha de borga com uns congéneres nossos, vida parecida, casa parecida, família parecida… aqueles casais que são tão parecidos connosco que ás vezes parecemos que nos estamos a ver ao espelho…

Fomos para perto de casa, mas não tão perto que não tivéssemos que levar o carro… e assim, e como fazemos sempre que vamos saír elegemos antecipadamente os condutores para que os outros se possam “divertir sem limites”… este pequeno gesto que fazemos sempre e como 5 casais levamos 2 carros…

Esta eleição é por ordem, tirámos á sorte na primeira saída e agora estamos a seguir uma ordem… e desta vez calhou-me a mim e á Branca a condução das nossas viaturas… e lá fomos os 10 para a “night”…

Começou logo a correr tudo bem com os “gajos” a esparvejar ainda mal tinham entrado nos carros por sermos nós, as mulheres, a conduzir, e depois quando entrámos no bar…

A noite estava animada e quente, a música boa, o ambiente sem fumo (felizmente) e tudo estava divertido, os maridos beberam uma ou duas cervejolas (ou mais, pronto), e foram dançar para o meio do bar, muito animados, as nossas amigas que não estavam “de serviço” seguiram-se-lhes e eu e a Branca ficámos a ver e a rir…

Nesse momento caí em mim… (é que eu estava a beber um monótono suminho de frutos vermelhos com um chapelinho… mas sem álcool) e pus-me a ver, com os meus olhos de mulher sóbria, as figuras que o meu marido, aquelas pessoas minhas amigas, e as outras pessoas que eu nunca conheci de lado nenhum estavam a fazer…

Deprimente... decadente e triste… e fiquei ali um bocado deprimida a ver o meu marido e os meus amigos aos saltos no meio de um bar que nem tem pista de dança e onde todos estavam felizes, vá-se lá saber porquê…

Eu e a Branca ficámos estupefactas, quando as nossas 3 amigas subiram para cima do balcão do bar a dançar e a tirar os casacos enquanto os maridos (os delas e os nossos) … uivavam e assobiavam… e eu e a Branca sentadinhas chupávamos da nossa palhinha de forma embaraçada os suminhos de frutos vermelhos com um chapelinho… e íamos repetindo “Eu não acredito…” ríamos nervosamente enquanto á volta do balcão os utentes e funcionários do bar aplaudiam e gritavam, o DJ colocou música de streap tease e de repente, o marido da Branca subiu para o balcão… depois o meu…

“Yoooohhhh… Meu, que é que estás a fazer???” – Levantei-me e cheguei junto ao balcão para o puxar para o chão… estava a ver que o homem se ía despir na frente daquela gente toda… de repente fui puxada, empurrada, obrigada a subir para cima do balcão SÓBRIA!!!

Santos deuses… oh pavor… oh horror… oh terror… nããããããõooooo… á minha frente, de ar alucinado estava o meu marido de ar estranho, sorriso maldoso e abanando as ancas de forma ousada; atrás de mim estava o marido da Branca a esfregar o rabiosque no meu e empurrando-me na direcção do meu marido; do lado direito estavam os funcionários do bar a gritar alegremente incentivando e montes de copos e garrafas, enfim… de vidros … do lado esquerdo a multidão esfomeada de braços no ar, olhares alucinados, gritos assustadores, querendo tocar-me… SOCORRO!!!

No meio do desespero saltei para o chão ainda a tempo e evitar que a pobre Branca fosse colocada em cima do balcão também… e juntas debatendo-nos com aquela gente alucinada pela voz do cantor, conseguimos fugir para um canto do bar, molhadas de álcool, despenteadas e com as roupas revoltadas… Parecia que tínhamos saído do meio de um furacão…

Desatámos ambas a rir histericamente com os nervos… em cima do balcão continuavam os nossos maridos e 2 das nossas amigas…

Resignadas, eu e a Branca sentámo-nos na mesinha, tentámos alhear-nos daquela loucura e conversando aos gritos lá conseguimos que a noite passasse (e foi longa) …

Quando saímos, tipicamente “á bêbado” as pessoas do nosso grupo (sem mim e a Branca) cantava alegremente, aos berros o “Encosta-te a Mim” agarrados uns aos outros cambaleando pela rua abaixo…

Eu e a Branca, afastámo-nos para que os transeuntes não pensassem que os conhecíamos…

Depois das “entregas” tive que tirar os sapatos e a roupa ao meu marido ele de voz entramelada mal conseguindo balbuciar fosse o que fosse continuava a cantar o “Encosta-te a mim”…

Eu fui para a cama a pensar para que é que os seres humanos bebem… que raio de figuras mais estúpidas que fazem… e aquilo aos olhos dos sóbrios é praticamente ofensivo… Ridículo, ESTÚPIDO…

A Branca vinha chocada…
JUNTAS DECIDIMOS NUNCA MAIS SAIR COM AQUELA GENTE PARA SITIOS ONDE HAJAM BEBIDAS ALCOOLICAS (Pelo menos enquanto nos lembrarmos desta saída).
Bêba da Costa & Branca

domingo, 17 de agosto de 2008

A CURVA (By Biscat)



No fim de um dia de trabalho, o Gilberto decidiu que fossêmos ver um larguito perto de nossa casa, empoleirado numa colina íngreme. Há anos que passamos por ali e nunca soubemos como era aquilo. Há anos, até sexta feira passada. O acesso faz-se por uma rua, ladeada por um muro, que a meio tem uma curva a 180º com inclinação muito acentuada.

Na subida, já a coisa não correu muito bem, mas o Gilberto acelerou e lá conseguiu subir a rua, curvando na zona mais inclinada da curva. Lá em cima não havia nada para ver, senão umas casas quase em ruínas e a curiosidade do Mini Jardim - um canteiro triangular em honra de João Lopes, o Velho. Podiam, em honra de João Lopes, o Velho, tratar do dito jardim que, sendo mini, não dá muito trabalho.

Fomos embora. Isto é, descemos até à curva, que o Gilberto decidiu fazer apertada sobre a parte mais inclinada. Qualquer mulher veria que deveria aproveitar fazer a curva um pouco mais à frente, onde há uma zona mais plana. Não, lá a fez na zona mais inclinada. E não conseguiu acabá-la: o carro ficou atravessado, a 10 cm do muro e o Gilberto conseguiu uma proeza ainda mais díficil: uma das rodas traseiras no ar. Depois de o Gilberto muito acelerar para fazer marcha atrás, tive de lhe explicar que o carro tem tracção traseira. Com um dos pneus traseiros no ar, não havia nada a fazer senão à força de braços. Não, eu não percebo nada disto!

Passaram lá em baixo três turistas italianos, que se juntaram a nós nos esforços de tirar dali o carro. Depois de gastar metade da embraiagem, dos travões e dos pneus (excepto aquele que estava no ar), lá se decidiram que o carro só sairia dali à força de braços. Dos italianos, havia uma mulher, que muito despachadamente chamou mais pessoas para ajudar. Mais turistas, que os locais estavam todos a ver a cena, atrás das janelas. Lá vieram mais três, holandeses, e lá puxámos o carro à força de braços. O carro voltou à posição que tinha antes de iniciar a curva e... não é que o Gilberto a ia fazer outra vez da mesma maneira!

Tirem daqui!